Como Marcar o Vade Mecum na 2ª Fase da OAB

Como Marcar o Vade Mecum na 2ª Fase da OAB


Na 2ª fase da OAB, saber usar o Vade Mecum faz uma grande diferença. Afinal, você terá pouco tempo para consultar a legislação, identificar os fundamentos da resposta e estruturar sua peça ou questão.

No entanto, existe um detalhe importante: não dá para marcar o Vade Mecum de qualquer jeito.

O edital da OAB estabelece quais materiais e formas de marcação podem ser utilizados durante a prova. Por isso, antes de sair grifando tudo, é importante conhecer as regras e montar um sistema de marcação que realmente ajude na hora da prova.

Ah, um ponto relevante: as regras podem mudar de uma edição para outra. Antes da prova, confira sempre o edital OAB mais recente.

Agora, vamos lá para as dicas?

O que o edital da OAB permite marcar no Vade Mecum?

O edital permite algumas formas de marcação e organização do material de consulta. São elas:

  • Uso de marca-texto;
  • Traços;
  • Remissões simples a artigos ou leis;
  • Separação dos códigos por clipes;
  • Separadores de códigos fabricados por editoras ou outras instituições, desde que contenham apenas remissões simples a ramos do Direito ou leis.

Também são permitidos códigos e legislações que não contenham comentários, anotações ou comparações, além de trazer regras específicas quanto aos índices, súmulas e outros materiais previstos expressamente no edital.

Que tal ler também? Saiu o edital OAB 48: veja as principais informações 

E as remissões?

Você pode fazer uma remissão simples, indicando, por exemplo, que determinado assunto também pode ser encontrado em outro artigo ou lei.

O problema começa quando a marcação deixa de ser uma simples referência e passa a funcionar como uma espécie de roteiro para montar a peça. O próprio edital estabelece que, se o fiscal entender que as remissões foram usadas para burlar as regras de consulta e estruturar uma peça jurídica, o material poderá ser impedido de ser utilizado.

Por isso, pense sempre em facilitar a localização da lei, e não em escrever a resposta da prova dentro do Vade Mecum.

O que não pode ser marcado no Vade Mecum?

No último Exame de Ordem, foram proibidos:

  • Códigos comentados, anotados ou comparados;
  • Jurisprudência;
  • Anotações pessoais ou transcrições;
  • Cópias reprográficas;
  • Post-its ou notas adesivas manuscritas;
  • Marcações, símbolos ou remissões que formem roteiros de peças ou anotações pessoais;
  • Separadores de códigos fabricados em branco para esse fim.

Além desses, não são permitidos livros de doutrina, apostilas, revistas, calendários, informativos de tribunais e outros materiais de consulta que não estejam previstos no edital.

Cuidado com os post-its

Os post-its são um dos recursos mais comuns para organizar materiais de estudo, mas isso não significa que possam ser levados para a prova.

No último edital publicado do Exame, foram proibidas notas adesivas manuscritas, em branco ou impressas pelo próprio examinando. Portanto, aquela organização cheia de post-its que funciona muito bem durante a preparação pode não ser permitida no dia da prova.

Como criar um sistema de cores para o Vade Mecum?

Depois de entender o que é permitido, vem a parte mais estratégica: como marcar o Vade Mecum para encontrar as informações rapidamente? Não existe um único sistema de cores que funcione para todo mundo. O mais importante é escolher uma lógica simples e mantê-la em todo o material.

Uma possibilidade é separar as marcações por tipo de conteúdo:

  • Uma cor para Direito material;
  • Outra para Direito processual;
  • Outra para prazos e requisitos;
  • Outra para recursos e procedimentos.

Outra opção é organizar por temas da sua área de prova.

Por exemplo, quem fará a 2ª fase em Direito Penal pode criar uma lógica de cores para crimes, penas, procedimentos, recursos e legislação especial.

O segredo é não transformar o Vade Mecum em um arco-íris impossível de entender. Se você usar muitas cores sem um padrão claro, pode acabar perdendo mais tempo tentando lembrar o significado delas do que procurando o artigo.

Escolha poucas cores, defina uma função para cada uma e mantenha o mesmo padrão.

Aproveite para ler também: qual o melhor Vade Mecum para OAB e concursos públicos? 

Checklist: Vade Mecum para a 2ª fase da OAB

Antes da prova, vale fazer uma última conferência:

  • Meu Vade Mecum está atualizado?
  • As marcações seguem as regras do edital?
  • Não há anotações pessoais ou transcrições?
  • Não usei post-its ou notas adesivas proibidas?
  • Minhas remissões são simples e não formam roteiros de peças?
  • Os códigos estão organizados para facilitar a consulta?
  • Já fiz simulados utilizando o mesmo material?

Prepare seu Vade Mecum para a 2ª fase da OAB

Agora que você já sabe como marcar e organizar seu Vade Mecum, é hora de escolher uma edição que acompanhe sua preparação. 

O Vade Mecum Saraiva Tradicional reúne a legislação essencial para os estudos jurídicos e conta com conteúdo atualizado para facilitar suas consultas durante a preparação para a OAB:

Agora que você já sabe o que pode e o que não pode ser marcado no seu Vade Mecum, é hora de organizar o seu material com antecedência e treinar com o mesmo exemplar que vai levar no dia da prova.

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