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Os erros mais comuns no início da advocacia – e como você pode superá-los

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Os erros mais comuns no início da advocacia – e como você pode superá-los

CURSO PRÁTICA CIVIL APLICADA

ERROS NA ADVOCACIA

FERNANDA TARTUCE

LUIZ DELLORE

04/04/2025

Entrar no mercado jurídico como advogado é um marco, cheio de expectativas e desafios. 

Após anos de estudo, aprovação na OAB e, talvez, até o início da montagem de um escritório, a sensação é de que tudo está pronto para começar a carreira. No entanto, o que muitos advogados iniciantes descobrem rapidamente é que a prática jurídica vai muito além da teoria aprendida na faculdade.

A transição para a advocacia prática é um terreno repleto de armadilhas para quem não está preparado. Dúvidas como “Qual ação devo ingressar?”, “Como estruturar a petição inicial?” ou “Por onde começo no cumprimento de sentença?” são frequentes e, se não forem respondidas corretamente, podem gerar falhas que prejudicam tanto o cliente quanto a reputação do profissional.

Se está começando agora, este texto foi escrito para você. Aqui, listamos os erros mais comuns cometidos por advogados no início da carreira e mostramos o impacto que eles podem ter no dia a dia. Além disso, ao final, apresentamos uma solução prática e acessível para quem quer evitar esses erros e se destacar na profissão. Confira!


1. Não saber escolher a medida judicial correta

Receber o primeiro caso é emocionante, mas também pode ser desafiador. Um dos erros mais comuns é não saber qual medida judicial utilizar para atender à demanda do cliente. Muitas vezes, o advogado recém-formado se confunde entre uma ação possessória e uma reivindicatória ou não consegue identificar se o caso exige uma liminar.

Por que isso acontece?
A faculdade oferece uma visão ampla sobre os tipos de ações, mas muitas vezes ensina de modo superficial como aplicá-las no dia a dia. Essa lacuna faz com que muitos advogados acabem escolhendo a medida errada, comprometendo o andamento do processo.


2. Ignorar a preparação prévia antes de ajuizar a ação

Antes de ingressar com uma ação, é essencial cumprir uma série de etapas importantes, como a formalização de um contrato de honorários, a obtenção de procuração assinada pelo cliente e o pagamento de custas judiciais. Ignorá-las não só prejudica a credibilidade do advogado, mas também pode trazer problemas legais.

Por que é um erro crítico?
Sem um contrato bem estruturado, o advogado pode enfrentar dificuldades para cobrar os honorários combinados. Além disso, a ausência de documentos formais pode inviabilizar o andamento do processo, gerando frustração para o cliente e desgaste para o profissional.


3. Apresentar dificuldades na elaboração da petição inicial

A petição inicial é o primeiro contato do juiz com o caso, portanto deve ser impecável. Muitos advogados iniciantes cometem o erro de utilizar modelos genéricos, sem personalizar a peça para o caso específico, ou deixam de incluir elementos essenciais, como a fundamentação jurídica clara e os pedidos bem definidos.

Impacto na prática:
Uma petição mal elaborada pode ser rejeitada ou, no mínimo, exigir correções que atrasam o processo. Além disso, a falta de clareza na argumentação pode prejudicar a percepção do caso pelo magistrado, dificultando o atendimento das demandas do cliente.


4. Subestimar o pedido de tutelas provisórias

Tutelas provisórias são ferramentas valiosas para garantir direitos em situações de urgência. No entanto, muitos advogados têm dificuldade em demonstrar a probabilidade do direito e o perigo na demora, elementos indispensáveis para obter decisão favorável.

Por que isso acontece?
A prática de formular pedidos liminares exige habilidade e conhecimento detalhado do caso e das normas aplicáveis. A falta de experiência pode ocasionar pedidos indeferidos, que impactam diretamente a relação com o cliente.

5. Não dominar a arte da negociação

A negociação é uma habilidade essencial para a advocacia, mas frequentemente negligenciada. Muitos advogados iniciantes se concentram exclusivamente no litígio e acabam ignorando a possibilidade de resolver conflitos de forma extrajudicial, o que poderia economizar tempo e recursos para o cliente.

O que está em jogo?
A incapacidade de negociar pode prolongar desnecessariamente litígios e até mesmo dispensar boas oportunidades de acordo.


6. Não possuir conhecimento sobre recursos cíveis

Recorrer de uma decisão desfavorável é um direito fundamental, mas muitos advogados iniciantes cometem erros na escolha do recurso ou na fundamentação do pedido. Não saber distinguir entre apelação, agravo e embargos pode comprometer seriamente a defesa do cliente.

Por que isso é crítico?
Cada recurso tem requisitos e prazos específicos, e a falta de conhecimento sobre essas particularidades pode resultar na perda de prazos ou na rejeição do recurso.


7. Inabilidade no cumprimento de sentença

Após obter decisão favorável, é hora de garantir que ela seja cumprida. Muitos advogados, no entanto, não sabem como conduzir essa etapa de forma eficiente, seja por desconhecimento das normas processuais, seja por falta de organização.

O impacto na prática:
Erros no cumprimento de sentença podem atrasar o recebimento dos valores devidos ao cliente e gerar insatisfação, prejudicando a confiança no advogado.


Os erros no início da advocacia são mais comuns do que se imagina, mas não precisam ser definitivos. Com estudo, prática e as ferramentas certas, é possível superá-los e construir uma carreira sólida e bem-sucedida.

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